
A Apple parece estar pisando no freio em relação à sua mais recente linha de smartphones premium. Segundo informações recentes, a gigante de Cupertino solicitou aos seus fornecedores uma redução na fabricação de componentes destinados ao iPhone 18 Pro e ao iPhone 18 Pro Max. O ajuste na produção, que teria começado ainda em setembro, reflete uma recepção morna do mercado global.
Custos elevados e o peso da memória
De acordo com dados do Nikkei Asia, as encomendas de peças para o mês de outubro sofreram um corte considerável, variando entre 15% e 20% em comparação ao planejamento original. Um dos principais vilões por trás dessa desaceleração é o custo de fabricação. A alta demanda por chips de memória voltados para servidores de Inteligência Artificial encareceu os componentes DRAM e NAND Flash, com reajustes que chegam a 40%.
Essa pressão financeira forçou a Apple a repassar custos. No Brasil, os novos modelos chegaram com preços salgados: a partir de R$ 11.999 para a versão Pro e R$ 12.999 para o Pro Max. Além disso, a empresa optou por manter 12 GB de RAM nos aparelhos, desistindo de um upgrade para 16 GB que era esperado, justamente para conter os gastos com semicondutores.
Mudança na estratégia de lançamento
Outro fator que pode estar confundindo o consumidor é a nova estratégia de calendário da marca. Pela primeira vez, a Apple decidiu lançar apenas os modelos topo de linha em setembro, deixando o iPhone 18 convencional para o próximo ano. Essa fragmentação pode estar levando muitos usuários a aguardarem o modelo base ou opções mais acessíveis antes de decidirem pela troca do aparelho.
O que o iPhone 18 Pro oferece
Apesar da baixa procura inicial, os aparelhos trazem inovações técnicas, como:
- Processador A20 Pro com sistema de câmara de vapor para resfriamento;
- Câmera principal Fusion de 48 MP com abertura variável;
- Dynamic Island com dimensões reduzidas;
- Telas de 6,3 e 6,9 polegadas com bordas finas.
Mesmo com essas especificações, o cenário econômico e o preço elevado parecem ter pesado mais na decisão de compra do público neste semestre.
Fonte: Tecnoblog