
O compositor Mick Gordon, responsável pelas trilhas sonoras viscerais de Doom (2016) e Doom Eternal (2020), sinalizou que estaria disposto a retornar à franquia da id Software. Em entrevista recente durante a PAX Australia, o músico afirmou que voltaria a trabalhar na série "em um piscar de olhos", apesar das polêmicas públicas envolvendo seu último trabalho com o estúdio.
Condições para o retorno
Gordon explicou que seu retorno depende de uma série de fatores específicos. "Muitas peças precisariam se encaixar de uma maneira muito particular para que isso acontecesse", comentou o compositor. Ele não detalhou quais seriam essas condições, mas o histórico entre as partes é conturbado: em 2022, Gordon acusou publicamente a id Software e o produtor Marty Stratton de falta de pagamento e comportamento abusivo durante a produção da trilha de Doom Eternal.
Mesmo com o desgaste na relação profissional, o carinho pela obra permanece intacto. Gordon revelou que ainda possui uma lista de ideias musicais que gostaria de explorar no universo de Doom no futuro. Atualmente, o músico está envolvido em outros projetos, como a trilha de Warhammer 40,000: Boltgun 2 e o shooter cyberpunk Defect.
Por que isso importa
Para o jogador brasileiro, a trilha sonora de Mick Gordon é parte indissociável da identidade moderna de Doom, e sua ausência em futuros títulos poderia descaracterizar a experiência de combate. O retorno do compositor seria uma vitória para a comunidade que valoriza a qualidade técnica, embora as demissões recentes na id Software e as disputas legais tornem esse cenário difícil na prática.
Enquanto o futuro da série permanece incerto, os fãs podem conferir o trabalho de Gordon nos jogos anteriores, que estão disponíveis no Brasil através do Xbox Game Pass e em promoções recorrentes nas lojas digitais de PC e consoles, geralmente custando entre R$ 30 e R$ 150 dependendo da edição.
Fonte: IGN