
A criatividade no mundo do hardware antigo acaba de atingir um novo patamar. Um entusiasta de tecnologia decidiu dar uma vida nova a 30 unidades obsoletas do Mac Mini ao transformá-las em uma réplica funcional do lendário supercomputador Cray-1, um dos marcos mais importantes da computação de alto desempenho da década de 1970.
Engenharia e Nostalgia
O projeto não se limitou apenas à estética externa. O desenvolvedor conseguiu interconectar as três dezenas de computadores da Apple para trabalharem em conjunto, simulando a estrutura de processamento paralelo pela qual o Cray-1 original ficou famoso. O design icônico em formato de "C", que servia tanto para acomodar o cabeamento quanto como um banco para os operadores, foi reproduzido fielmente em escala reduzida.
A escolha pelo Mac Mini se deu pela facilidade de empilhamento e pela eficiência energética desses modelos mais antigos, que hoje já não dão conta das tarefas modernas do cotidiano, mas que, quando unidos em um cluster, oferecem uma capacidade de processamento curiosa para fins experimentais.
O Legado do Cray-1
Lançado em 1975, o Cray-1 original custava milhões de dólares e era capaz de realizar cerca de 160 milhões de operações de ponto flutuante por segundo (MFLOPS). Embora um smartphone moderno supere essa marca com facilidade, a importância histórica do sistema reside na sua arquitetura pioneira de processamento vetorial.
- Uso de 30 unidades de Mac Minis antigos para o cluster.
- Design fiel ao formato cilíndrico original.
- Sistema operacional configurado para processamento distribuído.
Este projeto serve como um lembrete do potencial do lixo eletrônico. Em vez de descartar máquinas antigas, o criador demonstrou que, com engenhosidade e conhecimento técnico, é possível criar peças que são, ao mesmo tempo, obras de arte e ferramentas educacionais sobre a história da tecnologia.
Fonte: Ars Technica