
A aguardada sequência espiritual de A Rede Social não atingiu as expectativas da indústria. The Social Reckoning, o novo projeto escrito e dirigido por Aaron Sorkin, registrou uma estreia desastrosa nos cinemas dos Estados Unidos, arrecadando apenas US$ 5,5 milhões em seu primeiro final de semana.
O desempenho é considerado um fracasso comercial grave para a Columbia Pictures e a Sony, dado que o orçamento da produção ficou estimado entre US$ 30 milhões e US$ 42 milhões. Para efeito de comparação, o filme original de 2010 abriu com US$ 22 milhões na época, tornando-se um fenômeno cultural e de crítica.
Recepção negativa e ausências no elenco
A baixa procura do público parece refletir a recepção morna da crítica especializada. No agregador Rotten Tomatoes, o longa ostenta uma aprovação de apenas 55%. Além disso, a ausência de Jesse Eisenberg, que interpretou Mark Zuckerberg no primeiro filme, pode ter afastado os fãs que esperavam uma continuação direta.
O elenco atual, que conta com Mikey Madison no papel da denunciante Frances Haugen e Jeremy Allen White como o jornalista Jeff Horwitz, também enfrentou resistência. Em entrevista recente, Madison sugeriu que a visão diretiva de Sorkin pode ter limitado uma representação mais autêntica de sua personagem real.
Terror supera o drama político
Enquanto o drama sobre os bastidores das redes sociais afunda, o gênero de horror celebra um sucesso inesperado. O filme Other Mommy, da produtora Blumhouse, dominou as bilheterias no mesmo período, arrecadando US$ 27,5 milhões. O contraste sugere que o público atual prefere o escapismo do terror original em vez de revisitar os problemas sistêmicos das plataformas digitais.
Por que isso importa
O fracasso de um filme de prestígio como este pode reduzir o interesse dos estúdios em produzir dramas políticos de médio orçamento, focando apenas em blockbusters ou terror de baixo custo. Para o espectador brasileiro, isso geralmente se traduz em janelas de exibição mais curtas nos cinemas nacionais ou lançamentos diretos em plataformas de streaming como a Max ou Netflix.
Fonte: The Verge