Wildwood: Novo épico da Laika redefine o stop-motion nos cinemas

A Laika, estúdio conhecido por obras-primas como Coraline e Kubo e as Cordas Mágicas, está prestes a elevar o patamar da animação stop-motion com seu novo lançamento, Wildwood. O longa, dirigido por Travis Knight, adapta o primeiro livro da série de fantasia de Colin Meloy e Carson Ellis, transportando o público para uma versão mística e perigosa da cidade de Portland.

A trama acompanha Prue McKeel (voz de Peyton Elizabeth Lee) e seu colega Curtis (Jacob Tremblay) em uma jornada desesperada para resgatar o irmão caçula de Prue, que foi sequestrado por um bando de corvos e levado para a "Floresta Impenetrável". O que começa como uma busca familiar logo se transforma em um conflito de escala épica, envolvendo sociedades secretas, animais falantes com ocupações militares e uma governanta implacável movida pelo luto, interpretada por Carey Mulligan.

Por que isso importa

Wildwood é um marco técnico por ser o longa-metragem de stop-motion mais longo da história, o que demonstra o amadurecimento do gênero para histórias mais complexas e densas. Para o público brasileiro, a chegada do filme reforça o interesse em animações que fogem do padrão 3D comercial, oferecendo uma alternativa visualmente rica que deve chegar às salas de cinema nacionais seguindo o cronograma global de estreias de grandes estúdios.

O filme se destaca pela sua escala e tom. Com uma classificação indicativa mais alta do que o habitual para o gênero (PG-13 nos EUA), a obra não hesita em mostrar consequências reais, incluindo mortes e temas sombrios. A construção do mundo é detalhista, misturando o realismo urbano de Portland com o visual gótico e vibrante da floresta mágica, criando uma imersão que, em diversos momentos, faz o espectador esquecer que está vendo bonecos movidos quadro a quadro.

Embora a protagonista Prue por vezes fique em segundo plano diante da grandiosidade do cenário, o elenco de apoio brilha. Nomes como Mahershala Ali, Angela Bassett e Tom Waits dão vida a criaturas e guerreiros que enriquecem a mitologia da obra. Mesmo com uma duração de 131 minutos, que pode parecer excessiva em subtramas específicas, Wildwood se consolida como o trabalho mais ambicioso da Laika até hoje.

Fonte: IGN